"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

OS DEDOS D'ALMA DESNUDADA


Para Mônica Policastro.

Dedos tão finos, frios e diferentes
que enganam se aprisionados na aparência
pois nas suas pontas, carregam a essência
dos mais adoráveis espíritos reluzentes.
.
Dedos que não bailam mais nos pianos
mas tocam a vida com força e alma
construindo no outro, pelo amor, a calma
quando estes não mais fazem planos.

Dedos que lutam com dor e sem medo
transformando a si mesmos e aos ventos do mundo
marcando a existência com o desejo profundo
de verter em verdade, aquilo que até então foi segredo.

Imagem: Edgar Degás - Woman in tub (1886)

Um comentário:

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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