"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A QUEDA DO AMULETO


Eram linhas de um amuleto de proteção
e símbolo de um sentimento em verdade
jamais a marca de qualquer crueldade
tão menos o desejo de desilusão.

A raiva que brota sem tanto pra ser
a boca que insiste tanto em falar
diante do outro proposto a calar
esperando por um novo amanhecer.

As lágrimas desceram e a dor venceu
abraçada com toda a insensibilidade,
confusão, loucura, instabilidade
e o que se dizia amor, padeceu.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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