"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

SEBO ARILOQUE
Encontre aqui seu livro!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

OS SOPROS DO SER DE BOSCH


Como ler ao outro,
folheando a um espelho?

E negar a alguém,
sofrer o próprio desvelo?

Viver o resultado de uma euforia,
contrariar o que se dizia?

Na loucura creditar ao outro a parte boa,
ainda que fugindo atoa?

Em egoismo não querer perder,
nas ações negar em ter?

Nos impulsos de dar-se bem e mal,
sentenciar, aos demais e por si ao final?

É cortar a árvore deixar a semente,
sem uma gota d'água para que se alimente?

Desculpar-se pela própria intensidade,
para esquivar-se de qualquer outra verdade?

O momento da felicidade alheia preservar,
sem endereço sem amor, sem caminho para andar?

Hieronymus Bosch, Hell (detail) 1500 - Palazzo Ducale, Venice, Italy. Painting, Oil on panel

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

Postagens populares

LICENCIADO CC

Licença Creative Commons
PESCADOR DE PENSAMENTOS de Adriano C. Tardoque é licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0 Unported.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://www.facebook.com/adriano.tardoque.