"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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domingo, 1 de dezembro de 2013

TUDO QUE FOSSE SILENCIADO


Tudo que fosse preciso
para um sorriso:
Brincar como quem ama
fazer de picadeiro a cama.
Conversar sem hiatos
inventar a língua dos gatos.
Imaginar-se em parques temáticos
nos momentos problemáticos.
Criar nomes ao acaso
reinventando o próprio caso.
Mas a construção simples do cotidiano,
tornou-se abstração, meridiano.
A saudade e a alegria,
tornaram-se dúvida, melancolia.
Começou noutra distância
acabou-se em que circunstância?
Coração despedaçado,
descompensado,
silenciado.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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