"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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terça-feira, 30 de abril de 2013

SINAIS DE ALGUÉM

Rabiscando distraído
Olho o papel
Buscando sentido
Entre os traços
Revoltosos
Transformados em
Alguém.

(22/01/2013) - Foto: Roberta Forster

DRÊ


Nasceu para ser poesia.

contada, cantada e amada

com máscaras de tristeza e alegria,

nos palcos de si mesma, interpretada.

(28/04/2013)




sexta-feira, 26 de abril de 2013

OS DEDOS D'ALMA DESNUDADA


Para Mônica Policastro.

Dedos tão finos, frios e diferentes
que enganam se aprisionados na aparência
pois nas suas pontas, carregam a essência
dos mais adoráveis espíritos reluzentes.
.
Dedos que não bailam mais nos pianos
mas tocam a vida com força e alma
construindo no outro, pelo amor, a calma
quando estes não mais fazem planos.

Dedos que lutam com dor e sem medo
transformando a si mesmos e aos ventos do mundo
marcando a existência com o desejo profundo
de verter em verdade, aquilo que até então foi segredo.

Imagem: Edgar Degás - Woman in tub (1886)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

PENSAMENTOS NÃO DITOS SÃO ESQUECIDOS




O silêncio é o maior dos poemas.

Contem todas as palavras,

Mas não se pronuncia.

Faz-se entender pelo que faz sentir.

Necessário de se ter e de se destruir.


(15/04/2013)

DEMANDAS DA SOLIDÃO



Não tenho medo
Nem disso, segredo.
Vivo cada momento
Da vida em movimento.
Se por ela eu não caminho
Sinto-me sozinho.
E nas demandas da solidão
O adeus é a solução.

(15/03/2013)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

CICLOFLUXO



Chega, 
cumprimenta, 
senta. 
Inventa, 
esquenta. 
Pede, 
se despede. 
Descola, 
decola.
Revolta,
volta. 
Chega...

(15/04/2013)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O SEGREDO DO SORRISO


Sorriso que esconde segredo,
que responde ao medo,
o que é preciso.
Sorriso que revela segredo,
que responde ao anseio,
o que faz sentido.
Sentido que da o ensejo,
que alimenta o desejo
consentido.
Ou talvez
seja apenas o desejo,
que instiga o beijo
reprimido?
Alimenta então,
diante da repressão,
a febre que liberta,
o beijo e a descoberta.

Por Adriano Tardoque e Adreísa Cangussú


sábado, 13 de abril de 2013

DIRETO CONCRETO ERETO


Palavras tuas
cruas
de si
dos outros
plantaram
em mim
vontade
que morde
iminente
em desejo
de tocar
de saber
de entrar
derramar
e ao seu lado
respirar
e novamente
te açoitar
como membro
invasivo
direto
concreto
ereto.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

REDESENCONTRO


Pela
segunda vez,
um não quer
e dois não são.
Não
existe o que se fez,
o que vier,
pra onde vão:

Reencontro
sensível
do sempre
do presente
somando
em curiosidade,
em vontade,
excitação.
Desencontro
insensível
do nunca
do ausente,
subtraindo
em desinteresse,
em má vontade,
hesitação.


Imagem: Obra de Chico da Silva.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

TABLEAUX VIVANTS


Quando
o tempo
colar
a ferida,
tu leras
tardiamente
o que
em paixão
te dei
em presente.
E lembrará
do moinho
que te
devora
enquanto
solto
poemas-pipas
d'alma
minha
nos
ventos
revoltos
do destino,
sem tirar
Cartola
da cabeça.
Aconteça.
Mereça.
Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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