"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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segunda-feira, 30 de junho de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

INSIGHT EM TRÊS SOPROS


I

Vi as flores mortas no canteiro
e para além dos astros de Cechelero
fui vegetais e estrelas passadas
nas formas vazias encontradas.

II

Ser pedra, ser fogo, ser medo, ser carne
ser maestro, de memórias untadas de charme.
Me condenam ao julgamento estas lembranças vis, 
a morte na desaparecida guilhotina
em Paris,
numa esquina.

III

Venha
sem
senha
ou
resenha.

HERE COMES THE SUN


Soltar...
Solar,
sou ar,
somar...
Salutar.

Imagem: Van Gogh - Sower with the Setting Sun

sábado, 3 de maio de 2014

ERA


Era ato
era fato
era maio
era frio...
Era dor
era cobertor
era chá
era sofá...
Era canção
era aflição
era risada
era trepada...
Era viver
era querer
era deixar
era caminhar...
Era cá
era lá
era má
era já...
Era.
Já era.

Imagem: A Cama, de Henri DeToulouse-Lautrec

terça-feira, 22 de abril de 2014

FUI


Fui servente
e semblante
somente.
Na dureza,
a natureza
é tristeza.
Fui somente
semente
na tristeza.
Natureza
em ser dureza
vivente.




quinta-feira, 20 de março de 2014

WELTSCHMERZ


Despertar e
se perder
de si.
Desesperar
de esperar.
Tensa,
intensa,
imensa,
angustiante,
sufocante,
agonia.
Sem noção
a intuição
consome
sem nome
o pensamento
e o sentimento:
Na nostalgia
a tristeza
cresce,
trajando
alegria.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

MOVIMENTO QUE SE VAI

Movimento,
equilíbrio, 
era dança, 
era arte.
Momento,
desequilíbrio,
da balança,
que se parte..
E parte.
A história que foi
que fez memória
se desfez da história,
e se foi.

sábado, 18 de janeiro de 2014

O PULO DO GATO


Noite longa,
que virou dia
entre ideias
e lembranças
e o que se dizia
quem diria,
virou toque
virou sexo
enquanto
o gato
encapetado
e louco
se virava
e pulava
de um lado
para o outro.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

NÃO


Não!
Digo,
consigo,
abrigo,
amigo.
Não!
Reflito,
aflito,
conflito,
infinito.
Não!
Calo,
abalo,
aceitá-lo,
obrigá-lo.
Não
a esmo.
Não,
mesmo!

Imagem: Degás (1880-82)

AINDA É CEDO, AINDA MUDO


Ainda é cedo
e tudo
permanece sem nexo
ou sentido
quando se exalta
a saudade,
sem receio
de viver sem medo.
Ainda mudo,
sem reflexo
e compelido
pela falta
de credibilidade
do que leio.

Imagem: Musée D'Orsay - Paris (por Adriano Tardoque)

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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