"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

SEBO ARILOQUE

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domingo, 3 de julho de 2016

FRANCISCO

Foste sofrimento, na neblina da guerra
E caíste moribundo pelas dores da moléstia
Até que um pássaro acordou-te do sono profundo
Abrindo sua alma para uma nova era.

Despiste das vestes e da sua descendência
Vestiste da humildade e do amor sem modéstia
E a caminhar se colocou em busca de um mundo
Onde o amor ao próximo, fosse a derradeira experiência.

És na história do amor um verdadeiro risco
Sublinhando a vida, a paz e a humanidade
És a luz maior, por todos, chamada Francisco
De Assis, daqui e de toda eternidade.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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