"Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, Eles lá terão sua beleza, se forem belos." (FERNANDO PESSOA)

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segunda-feira, 4 de julho de 2016

NA DOBRA DO VENTO



Ser em si
É estar por quem?
Ser por si
É estar além.


Ser cigano, como as nuvens lá de cima
Trovadores, como os mineiros da esquina
Ou quem sabe, poetas de mimeógrafo sem rima.


Bater asas com os olhos do horizonte
Do  Corcovado, contemplar o sol que se esconde
Até que na outra manhã, o reencontre.


Ser exímio domador do cavalo-tempo
Conectando com fumaça, sensação e momento
E estar sempre na dobra do vento.

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Costuro o infinito sobre o peito.
E no entanto sou água fugidia e amarga.
E sou crível e antiga como aquilo que vês:
Pedras, frontões no Todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível
Costuro o infinito sobre o peito
Como aqueles que amam.

Hilda Hilst

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